sábado, 22 de março de 2008

Os filhos da guerra

Fim de semana com tempo ruim, programação festiva pior ainda. O jeito é ficar em casa...
Fazendo o quê?
aaam...

Olha aí...


Não foram os gritos e os tiros que rasgaram meus ouvidos dessa vez, o sol se encarregou de me acordar no mesmo buraco das noites passadas, no meu bolso ainda estava a foto de Henri, beijei e entreguei-a novamente ao bolso com botão. A última carta que consegui receber de minha esposa durante a guerra foi há dois meses. Henri já estava na escola, e junto com a carta da mãe recebi um pequeno bilhete de Henri. Meu garoto já sabia escrever! Nunca chorei tanto de saudade da minha família. A minha criança tinha dado um grande passo, e eu não estava lá pra ajudá-lo a compor seus primeiros rabiscos. Maldita guerra!

Não há muito que pensar, peguei a arma e fui para meu posto perto de uma casa que já estava com boa parte demolida, era rotina ficar ouvindo os soldados gritarem para saber como estava a visualização, o silêncio por incrível que pareça me cheirava mal, em guerra o silêncio é um mal sinal, a qualquer hora alguma bomba pode estourar sua cabeça.

No caminho até o meu posto me lembrei das cenas horripilantes do combate anterior. Fomos treinados para não enxergar a morte à nossa volta, e sim enxergar apenas o inimigo e destruí-lo. Porém, ontem senti que fosse o último dia de minha vida, e tive tanto medo, foi uma batalha difícil de ser vencida, perdi grandes companheiros de front, mas alcançamos o nosso objetivo, aniquilando a tropa inimiga.
A morte é um mistério que só quem morre pode desvendar, morrer pode ser uma arte ou uma fatalidade, mais matar com tiros uma alma é a sensação mais fria que já vivi, carregar equipamentos com bombas e arrasar cidades inteiras em um segundo e matar pessoas que teriam uma vida inteira pela frente...
Já perdi a conta de quantos eu matei, tenho medo de quando forem me julgar se é isso realmente que se esconde neste mistério. Já matei para não morrer mais isso não justifica, a minha hora ainda vai chegar com uma bomba ou um tiro de espingarda.

Pego o meu cantil e jogo um pouco de água no rosto. Está muito frio, mas a água sempre me ajudou a afastar esses pensamentos de morte. Vou para perto de Gérard, o francês que se juntou à nossa tropa, dono de uma lábia infalível com as enfermeiras, e uma mira inacreditável, herdada do pai, combatente da primeira guerra, hoje um veterano cheio de cicatrizes. Incrível como até depois de tantas horas de horror ele ainda tem humor pra contar suas piadinhas infames.
Gérard vivia cuspindo, olhando para as enfermeiras e querendo nos aliviar do cheiro horrível no ar e do batuque dos ouvidos, não tive tempo de escutar sua última piada, sua fala foi interrompida por uma bala certeira na cabeça que me lavou de sangue, tive só o tempo de tocar a sirene enquanto o via cair morro abaixo rolando feito pedra.

Enquanto o corpo rolava e a graça sumia os aviões faziam sua missão fuzilando todos os nossos companheiros de guerra que só paravam de atirar quando caiam sobre suas armas, descansados de toda essa ignorância humana. Corri e me atirei sobre as pedras que me protegiam da chuva de balas.

Senti uma dor muito forte no peito, no lugar exato onde estava a foto de Henri. Minhas mãos tremiam, mas consegui pegar a foto de meu filho, agora suja de sangue e com furo de bala. Percebi que não me restava muito tempo, nunca mais veria o sorriso da minha criança novamente.

Uma bala, milhões de direções e o meu peito foi escolhido como alvo da enxurrada.


Um peito que lutou sem ao menos saber o porquê, na esperança de ver sempre Henri crescer e jamais ter que enfrentar uma guerra. Que jamais seus olhos sejam guiados para matar e que suas mãos nunca disparem o gatilho de uma arma. Esse é o meu último desejo.



(obeéssi: Texto elaborado junto com o Tiago do Forrest Vox , via MSN. Também é dedicado a ele. E Tiago... molto grazie! ehuehueheueu xD)




Tchau,
creanssas aproveitem o fim de semana. Até qualquer dia desses. (:

quinta-feira, 6 de março de 2008

De volta à rotina


Comecemos pelo começo:
Cá estava eu, com meus 15 anos recém completos, uma mochilinha azul às costas, com toda a confiança do mundo de que esse ano tudo vai mudar... pra melhor.
Mal eu sabia, que estava completamente certa.
É como se eu pudesse pressentir que ao botar os dois All Star's em um chão a 27 km da minha casa que a minha vida seria colocada de cabeça pra baixo... mais uma vez.
Não dá pra explicar o quanto que uma escola muda tanto a vida de alguém
E rever os amigos que moram beeem longe de ti é simplesmente... Sei lá, inexplicável...
Fodidamente Foda.

Quando se é calouro na escola onde eu estudo tudo é muuito fácil (menos a parte de botar "a mão na massa", que às vezes é muito...eerr, nojento ;P) começo de ano mesmo, tu só é um bobaião no meio de mais um monte de bobaião, que não sabe onde ficam as salas, e por isso chega atrasado na maioria das aulas. Mas os professores dão folga, por que bom, tu é um calouro mesmo.

Mas segundo ano é beeeem diferente, os professores já conhecem beeem as figuras, e por isso é só começar o ano letivo, começa a ralação.
Séééério, não tenho mais tempo nem pra respirar, chego bem³ cansada da maratona de 9 aulas e mais 54km de viagem por dia...
Fora que os professores tão tirando o nosso couro, ex: em 2 semanas de aula já tive que entregar dois trabalhos da mesma disciplina ( o que é igual a duas madrugadas perdidas, catando coisas na net). Tá, booom, eu sei que um dia eu ainda vou agradecer por toda essa ralação diária, (pelo menos, é o que eu espero né) mas por enquanto tô com vontade de mandar todo mundo tomar naquele lugarzinho escuro e quente (pra não dizer coisa pior).

Mas ainda assim, é bom voltar a fazer alguma coisa útil, é bom suar a camisa de vez em quando, porque eu sei, o retorno é garantido. eu já tava cansada de descansar, não consigo ficar muito tempo parada. E é realmente o máximo botar o cérebro pra funcionar depois de quase 3 meses de marcha lenta, sombra e água fresca.
Éééé, axo que finalmente... acabou a mordomia.

(;




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Serviço de Inutilidade Pública - Parte 2


Sub-departamento de desfilosofia existencial do dia-a-dia não-praticada diariamente.

Frase de alto teor filosófico do dia: "A vida é o cão de saia."

E tenho dito !



ps: Parece que o tal do bloqueio tá sumindo, deve ser pelo fato que eu sou realmente uma viciada na arte de "escrevissãodeporcaria"
pps: Vou viajar hoje e só volto domingo, então nada de posts até lá.
ppps: Post especial domingo se eu conseguir escrever
pppps: Tchau "creanssas" ! Aproveitem o fim de semana !


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Bloqueio de Escritora

Uma vontade incrível de dormir, de ler, de sair, de vomitar (!!) qualquer coisa, menos escrever. É o que tenho passado desde a última vez que postei aqui. Talvez isso seja preguicite aguda, um mal muito grave (trocadilho babaca esse) que acomete muuuita gente no mundo inteiro. Ou talvez, sei lá. Então, já que a criatividade não me permite escrever algo mais proveitoso (hahaha --') Segue um texto que eu axei no profile de um dos criadores das comunidades mais legais existentes no Orkut, o B!


STALINGRADO, MANO?


Eu e meus amigos fomos convocados pra um missão assim.. do nada. De uma hora pra outra estávamos em Paris com um mandado de encontrar um tal de King. A gente chegou num beco e avistou o lugar que tava marcado na carta. Chegamos na porta e nada dos 2 grandalhões abrirem a porta pra gente. Eu precisava passar por ali, mas os dois caras com cara de Mao não cediam. Um amigo virou e falou:
- “Descartes isso, não vai dar.”. Prossegui andando e disse a ele:
- “Kibutz que pariu, cara! Vamos realizar isso, sim!”.
Tentei falar meu fraco francês com os grandalhões com cara de Mao:
- “Je sus Cris to, Monroe?”
Mas essa minha mania de falar gírias atrapalhou tudo. Czar o meu. Eles não entenderam e não deixaram eu entrar. Mas graças Ateus me apareceu um Salvador Dali. O cara era um cara Ghandi e parecia ser o dono Dali. Seria o tal King? Ele ordenou aos caras com cara de Mao que abrissem a porta:
- “Abraham, Lincoln, deixem eles entrarem”. - Porra, eles não eram franceses!
- “Ok, King!” responderam os brutamontes.
A gente foi entrando e meu amigo Martin chutou um pé-de-mesa sem querer. Começou a sangrar muito e eu pedi um pouco de Cromwell pra ver se parava o sangramento dele. Band-aid lá tinha outro nome. Era Aparth-eid! Pedi um também.
- “Quando casar Sahara!” disse o King em tom brincalhão.
Mas depois ele perguntou sério:
- “Você Taj Mahal? Consegue continuar pra missão de batalha que eu vou passar pra você?”
- Maomé. Tá doendo bastante. – respondeu ele.
- “Aí Freud tudo! Vou convocar outro então” – disse o King.
Saí em defesa do Martin:
- Martin Luther, King. Eu garanto! Ele ta Confúcio. Ele não pode e não vai desistir dessa nossa missão, num é Martin?”. – perguntei.
- Jacques Costeau vir até aqui, eu vou! – respondeu ele.
Então podem ir. Leiam esse papel aqui e realizem isso o mais rápido possível. OPEP vai levar vocês até a porta. No caminho, OPEP me alertou:
- Fica esperto com o Napoleão. O King disse que ele vai ficar com Bonaparte do que vocês ganharem.
- Beleza, OPEP. Marx avisa o King que eu quero que seja Meiji a Meiji.
Andando pela rua, avistamos 3 garotas semi-nuas e com a Chechênia à mostra. Elas, safadas que eram, faziam uma espécie de joguinho pornô com quem passava. Sem titubear, Jefferson chegou mais perto e elas perguntaram.
- Calcutá?
Ele deu um sorriso e meteu a mão na bunda de uma: - “Tá nesse aqui!”
- Tutankhamon na minha bunda, mano? Era só pra apontar, agora vai ter que me pagar em dobro senão eu grito pra polícia, seu pilantra!
Peguei uns trocados e falei:
- Thomas, Jefferson! E Mandela calar a boca.
As biscas pegaram o dinheiro e saíram meio andando, meio em um Trotski rápido. Pela caminhada, vimos mais um monte de coisas estranhas... Tava muito surreal aquilo. De repente, não mais que de repente, sinto uma batida forte.
CACETE, CAÍ DA CAMA!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Desejos de Aniversário


Se você não reparou ainda, aí do lado esquerdo da tela, no "quem é ela", minha idade é 14 anos. Mas (infelizmente, ou felizmente, vai saber...) o número aí do lado está prestes a mudar.

Não sei vocês, mas eu sempre achei muito exagerado esse negócio todo de festa de 15 anos, baile de debutantes, etc. Toda aquela pompa, vestidão, parentada bêbada e afins nunca me foi agradável.
Assim sendo, tive que anunciar (pra espanto da maioria do "pessoar") que não tô a fim de fazer nenhum tipo de comemoração de aniversário.
Agora me perguntem? Porque, sua babaca, tu não quer fazer nem um "bolinho-pros-amiguinhos-e-priminhos"?

Simples, caro leitor, o que há pra comemorar em uma festa de 15 anos?
- Oh, a juventude, a nova fase que se inicia, e blábláblá.
Que fase?

Vou virar adúltera adulta, hipócrita, mentirosa que nem todos os outros adultos que eu tanto odiava na pré-adolescência. Será que vou ser tão chantagista e vou prometer-e-não-cumprir coisas pra os mais novos? (coisas que me aborreciam muito).
Vou aperfeiçoar o método de ser-puxa-saco e/ou ambiciosa e/ou manipuladora?
Essas coisas meu caro, a gente só aprende depois que cresce, e começa a perceber que a maioria das pessoas só fica perto de ti pra achar uma falha e te fo$#@ sempre que possível.
Quer saber? ser adulto é uma m*&¨%!

Por isso, não vou comemorar a entrada definitiva pra "vida adulta" (grande merda, vou continuar sem "liberdade" e ainda dependente dos "papis")
E sim dar adeus à infância, e sonhar que talvez eu possa me tornar uma daquelas heroínas que tanto admirava e gostaria de ser quando crescesse.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Serviço de Inutilidade Pública - Parte 1


Sub-departamento de desfilosofia existencial do dia-a-dia não-praticada diariamente.
Frase altamente filosófica do dia:
" A vida é uma porta."

E tenho dito !

(Des)Ilusões de Ótica

Se tem uma coisa que sempre me deixa intrigada comcertesa com certeza concerteza (não lembro se é assim que se escreve mesmo) é aquelas imagens cheias de 6543168468 sentidos, mensagens do capeta subliminares, e aquelas que dão impressão de movimento. Andei garimpando pela internet algumas imagens, e realmente tinha bastante coisa interessante.
Aqui vão as imagens mais legais que eu achei:
(Óbeéssi: clique nas imagens para ampliá-las.)

"A ordem dos fatores não altera o produto"? Nem Sempre



Eu realmente gostaria de saber fazer um vaso desses. Mas infelizmente não consigo nem brincar de massinha de modelar.



As linhas que você está vendo são paralelas.



Cuma? o.O



Parece uma espiral, mas na verdade são vários círculos.



Palmas pra quem disse que o detalhe faz a diferença. Nesse caso, faz MUITA diferença.



Não bobão, aqui não tem nada se movendo.



Aqui também não.



Achei essas imagens vasculhando aqui.

Booa noite procês !

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Iniciando o início do blog !

Beem amigos da Rede Globo...
:P

Então, já que é pra começar o começo do blog, que se comece de uma vez, oras ! :D
Cá estou eu, depois de 556541657681654 tentativas de blogs, com os mais diversos nomes e fundamentos.
Espero que este dure, pelo menos. :)

(Post inútil só pra avisar que logo, logo começam os posts de verdade.)